Pedro Pauleta - O ciclone dos Açores
Deve ser difícil encontrar um jogador, em todo o Mundo, que tenha sido uma referência do futebol internacional antes de o ser no seu país. O caso de Pauleta é, portanto, invlugar, dado que se projectou como um dos mais prolíficos avançados da história do futebol português sem nunca ter tido a oportunidade de jogar na Primeira Liga em Portugal.
Porém, no nosso país seria no Estoril que se projectaria inicialmente para uma carreira internacional que o consagrou como o melhor marcador de sempre da selecção nacional e fez sonhar os adeptos de clubes tão respeitados como o Salamanca, o Deportivo da Corunha ou ainda o PSG, de França, onde viria a ser considerado o melhor jogador do clube em dois anos diferentes.
Curiosamente, para um ponta-de-lança, viria a ser na linha que começou, verdadeiramente, a sua carreira. Não como extremo, mas como jogador do Estoril. Bastou apenas uma época para Pauleta dar nas vistas, completando com Cavaco uma das mais famosas duplas de avançados de que há memória no clube.
Tudo aconteceu na época de 1995-1996 e, nessa altura, Pauleta era ainda um jovem promissor, proveniente de um clube açoriano, após uma primeira experiência nas camadas jovens do FC Porto. Uma época bastou para suscitar o interesse de vários clubes da Primeira Liga e de alguns clubes estrangeiros.
Foi o Salamanca que se adiantou e acabou por vencer esta corrida ao ouro, levando o avançado do Estoril para a II Liga espanhola, onde começaria a sua luminosa carreira internacional.
Um ano, porém, bastou a Pauleta para nunca mais esquecer o Estoril e a importância do clube na sua afirmação definitiva no futebol profissional. Um clube que lhe deu as condições para se estabelecer no Continente e desenvolver as suas incríveis aptidões de goleador, tornando-se um dos mais indiscutíveis valores da sua geração e da história do futebol português.
Superar Eusébio
Natural de Ponta Delgada, no arquipélago dos Açores, onde nasceu a 28 de abril de 1973, Pedro Miguel Carreiro Resendes, ficou conhecido no mundo de futebol como Pauleta.
Apesar das suas 88 internacionalizações, Pauleta foi um caso único, ao tornar-se o primeiro internacional lusitano que nunca jogou no Campeonato Nacional Português da I Divisão.
Com as cinco quinas ao peito, tornou-se recordista de golos marcados pela seleção, ao ultrapassar os 41 golos de Eusébio, no último jogo da fase de qualificação do Mundial de 2006, numa vitória clara de Portugal sobre a Letónia no Estádio das Antas no Porto.
Com muita mobilidade e faro de golo, cabeceador de eleição, o «Ciclone dos Açores» marcou uma era no futebol português e na seleção, mesmo sem nunca ter jogado ao mais alto nível em Portugal.
Dos Açores até França
Tudo começou nos Açores, onde o avançado debutou em clubes locais como o Santa Clara e o União Micaelense. Em 1995 foi contratado pelo Estoril-Praia da II Divisão de Honra e dá o salto para o continente, onde após uma época em que marcou 19 golos, deu nas vistas e ficou muito perto de assinar pelo Belenenses, treinado então por João Alves, mas acabaria por só se juntar ao «Luvas Pretas» em Salamanca, clube para onde entretanto se tinha mudado o treinador.
Após duas épocas de sucesso na equipa salamantina, recebe uma proposta do FC Porto, mas acaba por se mudar para o Deportivo da Coruña onde em 1999-00 conquista o seu primeiro título de Campeão de Espanha. Com as faixas ainda frescas, mudou-se para França, passando a vestir a camisola dos Girondins de Bordeaux.
Em Bordéus, tornou-se uma das vedetas da equipa e ídolo dos adeptos que rapidamente o celebraram como «L'Aigle des Açores» [A Águia dos Açores], encantados com os seus golos e a forma característica como os festejava, mimetizando o bater de asas do açor, o símbolo do arquipélago.
Glória em Paris
Após ser eleito por duas vezes como o jogador do ano na Liga Francesa, abandona a equipa bordalesa e muda-se para a Cidade Luz, defendendo as cores do Paris Saint Germain (PSG).
No PSG apontaria 109 golos em 168 partidas, ultrapassando o número de golos de Dominique Rocheteau, tornando-se o melhor marcador de sempre do clube parisiense.
Na seleção, o Ciclone dos Açores, foi contemporâneo daquela que ficou conhecida como a Geração Dourada do futebol português, apesar de nunca ter participado nas conquistas dos jovens portugueses em 1989 e 1991.
Estreou-se em fases finais de grandes competições em 2000 no Euro que se disputou nos Países Baixos e Bélgica, onde tapado por Nuno Gomes e João Vieira Pinto, só saiu do banco para jogar contra a Alemanha, num jogo em que Portugal já estava apurado.
Depois de ter tido papel fundamental na qualificação para o Mundial de 2002, acabou por marcar um hattrick no jogo com a Polónia (4x0), mas Portugal saiu da prova ainda na primeira fase.
Em 2004, efetuou um Campeonato muito abaixo das suas capacidades, perdendo oportunidades atrás de oportunidades, mas nunca perdendo a confiança do Treinador Luís Filipe Scolari, apesar de terminar a prova com zero golos marcados.
Despedir-se-ia das grandes competições no mundial de 2006, marcando um golo na estreia contra a Angola, o único na prova, que lhe valeu o feito de ter apontado golos em dois mundiais seguidos.
Após ser eleito por duas vezes como o jogador do ano na Liga Francesa, abandona a equipa bordalesa e muda-se para a Cidade Luz, defendendo as cores do Paris Saint Germain (PSG).
No PSG apontaria 109 golos em 168 partidas, ultrapassando o número de golos de Dominique Rocheteau, tornando-se o melhor marcador de sempre do clube parisiense.
Na seleção, o Ciclone dos Açores, foi contemporâneo daquela que ficou conhecida como a Geração Dourada do futebol português, apesar de nunca ter participado nas conquistas dos jovens portugueses em 1989 e 1991.
Estreou-se em fases finais de grandes competições em 2000 no Euro que se disputou nos Países Baixos e Bélgica, onde tapado por Nuno Gomes e João Vieira Pinto, só saiu do banco para jogar contra a Alemanha, num jogo em que Portugal já estava apurado.
Depois de ter tido papel fundamental na qualificação para o Mundial de 2002, acabou por marcar um hattrick no jogo com a Polónia (4x0), mas Portugal saiu da prova ainda na primeira fase.
Em 2004, efetuou um Campeonato muito abaixo das suas capacidades, perdendo oportunidades atrás de oportunidades, mas nunca perdendo a confiança do Treinador Luís Filipe Scolari, apesar de terminar a prova com zero golos marcados.
Despedir-se-ia das grandes competições no mundial de 2006, marcando um golo na estreia contra a Angola, o único na prova, que lhe valeu o feito de ter apontado golos em dois mundiais seguidos.
Após ser eleito por duas vezes como o jogador do ano na Liga Francesa, abandona a equipa bordalesa e muda-se para a Cidade Luz, defendendo as cores do Paris Saint Germain (PSG).
No PSG apontaria 109 golos em 168 partidas, ultrapassando o número de golos de Dominique Rocheteau, tornando-se o melhor marcador de sempre do clube parisiense, e graças aos seus golos, ganhou um lugar na memória do Parc des Princes e na história do clube.
Na seleção, o «Ciclone dos Açores», foi contemporâneo daquela que ficou conhecida como a «Geração Dourada» do futebol português, apesar de nunca ter participado nas conquistas dos jovens portugueses em 1989 e 1991.
